Blog Água Brasil

Desenvolvimento sustentável

A importância da consciência ambiental para o Brasil e o mundo
1 de outubro de 2017
0

Durante o período da assim chamada Revolução Industrial não havia preocupações com as questões ambientais. Os recursos naturais eram abundantes, e a poluição não era o foco de atenção da sociedade industrial e intelectual da época.

A partir da escassez dos recursos naturais, juntamente com o crescimento descontrolado da população mundial e com a intensidade dos impactos ambientais, aparece o conflito da sustentabilidade dos sistemas econômicos e naturais, tornando o meio ambiente um tema literalmente urgente e estratégico.

O homem começa a compreender a impossibilidade de transformar as regras da natureza e da importância de reformular as suas práticas ambientais.

A humanidade está usando 20% a mais em recursos naturais do que o planeta pode repor. Com isso, está avançando sobre os estoques da Terra, afetando as gerações atuais e futuras de acordo com o Relatório do WWF Living Planet.

O planeta tem 11,4 bilhões de hectares de terra e espaço marinho produtivos – ou 1,9 hectares de espaço produtivo per capita. Mas a humanidade está usando o equivalente a 13,7 bilhões de hectares para produzir grãos, peixes e mariscos, carnes e produtos derivados da carne, água e consumo de energia. Cada um dos 6 bilhões de habitantes da Terra, por isso, utiliza uma área de 2,3 hectares. Esta área é a pegada ecológica de cada um. O principal fator na composição da Pegada Ecológica hoje é a energia, especialmente nos países mais desenvolvidos.

A pegada ecológica de 2,3 hectares é uma média. Mas existem grandes diferenças entre os países mais e menos desenvolvidos, como o relatório que calculou a pegada de 146 países com população acima de um milhão de habitantes. Os dados mais recentes mostram que, enquanto a pegada do consumidor médio na África e na Ásia não atinge 1,4 hectares por pessoa, o consumidor na Europa Ocidental é de cerca de 5,0 hectares e nos EUA 9,6 hectares. A pegada brasileira é de 2,3 hectares, na média global.

Enquanto falamos de emissões de poluentes, as diferenças dos índices emitidos por países desenvolvidos e em desenvolvimento também são significativas: Um americano, por exemplo, é responsável pela emissão anual de 20 toneladas de dióxido de carbono; um britânico, por 9,2 toneladas; um chinês por 2,5; um brasileiro, por 1,8; já um ganense ou um nicaraguense, apenas por 0,2; e um tanzaniano, em 0,1 toneladas por ano. China e Leste da Ásia aumentaram em 100% o consumo de combustíveis fósseis em apenas cinco anos.

Nos países industrializados continua crescendo o consumo de recursos naturais, resultantes de países em desenvolvimento – como a esses países já representam mais de 80% do consumo total no mundo. De acordo com Sachs, 30% dos recursos naturais consumidos na Alemanha provém de outros países, como: Japão, 50% e os Países Baixos, com 70%.

O grande desafio da humanidade é promover o desenvolvimento sustentável de forma rápida e eficiente.

Este é o paradoxo: sabemos que o tempo está se esgotando, temos que agir para mudar completamente as coisas antes que seja tarde demais. Somos todos responsáveis ​​pelo futuro que estamos modelando. Devemos exercer a cidadania global, e rapidamente.

 

A luz no fim do túnel:

A consciência ambiental da massa, só é possível com uma visão e compreensão do valor real do ambiente natural em nossas vidas. O ambiente natural é a base invisível de diferenças socioeconômicas entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento. O dia em que todos entenderem como esse problema afeta sua vida diretamente e de forma irreversível, o ambiente não vai precisar de defensores. Preservar o meio ambiente é preservar a própria pele, e enfraquecer o meio ambiente, está a minar a economia, o emprego, a saúde, e tudo o que nos cerca. Esta falta de entendimento compromete o uso adequado da nossa maior vantagem competitiva para o mundo: a água limpa e fontes de energia renováveis, a biodiversidade, a maior floresta do mundo, e tantos outros benefícios ambientais que nós brasileiros temos que atrai a atenção do mundo.

Mas se nada for feito rapidamente e de forma eficaz, as próximas gerações vão sofrer duplamente, os impactos ambientais e a falta de visão da nossa geração ao não explorar adequadamente a vantagem competitiva de nossos recursos naturais.

Nós somos a primeira geração a ter ferramentas para compreender as mudanças provocadas pelo homem no meio ambiente da Terra, e talvez os últimos a ter a oportunidade de mudar o curso da história ambiental do planeta.