Biotecnologia e segurança alimentar

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Quando se fala em biotecnologia na agricultura, um dos assuntos que mais são mencionados é a segurança alimentar.

O que precisa saber é que a biotecnologia não é uma prática atual. Ela já é utilizada desde 4.500 a.C, sendo que os primeiros usos eram para a produção de pães, cerveja vinho, etc.

A biotecnologia compreende um conjunto de práticas para manipulação de organismos vivos (total ou parcialmente) para se desenvolver uma solução.

Mas será que os alimentos produzidos a partir dela são realmente seguros para a alimentação dos seres humanos e animais?

 

Biotecnologia e segurança alimentar

A biotecnologia confere em muitos benefícios em diferentes áreas. Mas, no que diz respeito a alimentação, por meio dela o produtor rural pode produzir mais a custo menor e sem precisar aumentar a área do cultivo.

Ou seja, os alimentos transgênicos trazem como grande vantagem que o agricultor consiga sustentar a demanda fazendo uso do mesmo hectare.

E outro benefício do uso dessas plantas é justamente a segurança alimentar. Por meio dessa tecnologia consegue-se produzir plantas mais nutritivas e mais saudáveis para o consumidor.

Entendemos no Brasil como segurança alimentar: a garantia do consumo alimentar seguro, ou seja, produtos seguros para serem consumidos (que não colocarão em risco a saúde) e a garantia do acesso a alimentos (obtenção de uma nutrição adequada para a sobrevivência). Logo, os produtos transgênicos obtidos através da biotecnologia na produção agrícola conferem ambos os tipos de segurança.

Vale mencionar ainda que o Brasil é o segundo maior país a produzir alimentos transgênicos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Informação obtida por meio do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB). E a área de cultivo dessas plantas no país representa cerca de 26% do total mundial.

 

A segurança alimentar nos transgênicos

Todos os alimentos transgênicos (GM) passam por testes de qualidade rigorosos antes de chegarem até o consumidor. Pois o objetivo é garantir a segurança alimentar dos humanos e também dos animais.

Esses testes são dirigidos pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), segundo estabelece a lei 11.105, de 2005 (lei da biossegurança). Somente passando por esses teste é que o alimento recebe, então, o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB).

E existem órgãos responsáveis por garantir essa segurança na produção agrícola que usa a biotecnologia, tais como:

– Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU);

– Organização Mundial da Saúde (OMS);

– Agência de Biotecnologia da Austrália;

– Agência de Controle de Alimentos do Canadá.

A lei da biossegurança também estabelece que seja feita uma análise individual sobre cada pedido de pesquisa e de liberação de produtos.

 

Conclusão

O setor de produção agrícola ainda tem muito o que avançar e as novas tecnologias, como a biotecnologia, contribuem expressivamente para isso.

Para o produtor rural ela é um meio de tornar seus cultivos mais resistentes, melhorar a qualidade dos alimentos, reduzir custos e também de garantir o contínuo suprimento para a população.

E tanto empresas privadas quanto órgãos do setor tem se empenhado para proporcionar avanços no uso dessa prática.

E no que diz respeito a área de alimentos transgênicos e segurança alimentar, a Embrapa, em parceria com universidades públicas, vem liderando muitos estudos a fim de melhorar a produtividade no campo.

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